quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Picolé de caipirinha?! É sério? Sim, de caipirinha

Se parece óbvio para você assim como pra mim, o picolé de caipirinha saiu dos sonhos de muitos e agora já é realidade, ao menos na Espanha. É o que anunciou nesta semana o top chef espanhol Ferran Adrià durante um congresso de gastronomia, o Madri Fusión.
Segundo ele e o que foi noticiado na agência de notícias inglesa BBC, o gelado é apresentado como parte de um aperitivo em um copo com gelo picado nas bordas. O palito é um pequeno pedaço cortado da cana de açúcar, assim como servido em alguns cafés de SP. A melhor parte: a cachaça brasileira, a raspadura de lima (no caso da receita espanhola) e o açúcar, são congelados com uma técnica do nitrogênio líquido, desenvolvida por Adrià.
Aliás, esta técnica do nitrogênio líquido já é usada na cozinha atual dos restaurantes espanhóis. Já presenciei em um restaurante em SP, no Eñe. Trata-se de uma técnica diferente e cara, cada vez mais adotada pelos chefs que a utilizam como recurso para preparar seus pratos dentro da chamada gastronomia molecular, um ramo da ciência cujo objetivo é estudar os processos químicos e físicos que ocorrem com os alimentos durante o ato de cozinhar. Adriá tornou-se um expoente desse ramo da gastronomia.
Mas, voltando pro picolé, o chef Adrià propôs na receita que, por último, o palito é salpicado com cristais de ácido cítrico granulado e servido no copo com gelo. O coquetel deve ser mastigado para se saborear a combinação dos elementos.
Vale lembrar que Adrià é o proprietário do renomado restaurante El Bulli (veja o site), que há quatro anos consecutivos é eleito o melhor do mundo pela Restaurant Magazine e conta com três estrelas do Guia Michelin, considerada a bíblia da gastronomia mundial. Ah sim, o chef também anunciou que o El Bulli estará fechado durante os anos de 2012 e 2013 para se transformar em "laboratório de investigação da alta cozinha".
O gelado de caipirinha é vendida no seu restaurante, onde o preço médio para um jantar individual está em torno de R$ 1 mil (312 euros).
Foto: Madri Fusión 2010
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