quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Pizza napolitana "blindada" de cópias

Uma notícia veiculada num dos maiores jornais italianos (Corriere Della Sera) diz que a pizza napolitana (no Brasil é a margherita) não aceitará mais imitações. Os países que compõem a União Europeia (UE) decidiram no início de dezembro conceder a redonda o selo de Specialitá Tradizionale Garantita – Especialidade Tradicional Garantida (STG).
Ou seja, a pizza ganhou um selo de autenticidade, seguindo uma solicitação de pizzaiolos daquele país em análise desde 2004. A pizza tal como é conhecida na atualidade teve sua origem em Nápoles, no século 17.
A decisão não proíbe aos fabricantes italianos de fazê-la, no entanto, somente os mais fiéis às exigências europeias poderão usar o selo e logotipo do STG.
A pizza napolitana/margherita deve seguir a seguinte fórmula: seus ingredientes de cobertura são tomate ou molho especial da região da Campânia. A mussarela deve ser de búfala e o manjericão deve ser fresco, sempre. A massa deve ser à base de farinha de trigo e água. A borda deve ser alta, dourada e parcialmente crocante. Sua espessura central não pode ultrapassar meio centímetro. De acordo com as normas do STG, o chamado pizzaiolo e o forno a lenha são básicos para determinar que a pizza se trata da verdadeira napolitana.
Aqui no Brasil a idéia ganhou um evento especial e que vai até o final de dezembro. Batizado de Festival da Pizza Verace Napoletana, que até tem um blog, o Pizza Verace Napoletana, algumas casas estão oferecendo pizzas com ingredientes importados da Itália e cujo preparo segue os padrões da 'verdadeira' redonda desde a temperatura ou o ph da água, até a marca de tomate enlatado que deve ser utilizada na cobertura. A iniciativa é desenvolvida pela Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Econômico Italiano.
Em São Paulo, as pizzarias Speranza (Bixiga e Moema), Primo Basílico (Jardins) e São Paulo (Ubatuba) participam do festival.
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